ANTÁRTIDA · ARGENTINA

O sétimo continente
O último confim do planeta

As geleiras se movem. A luz da meia-noite transforma tudo a cada hora.

A fauna existe em estado puro: pinguins, focas-leopardo, baleias, elefantes-marinhos que recebem o visitante com a mesma calma com que habitam o continente.

Natureza em sua expressão mais direta. É isso, exatamente, o que o torna relevante.

O TERRITÓRIO

14 milhões de km² onde a natureza opera em outra escala

No verão austral —a única janela possível, entre novembro e março— o sol permanece sobre o horizonte durante semanas. A luz muda de textura a cada hora e se sustenta.

A fauna se move com total naturalidade diante do visitante. Os pinguins, as focas-leopardo e os elefantes-marinhos continuam suas vidas a poucos metros. As baleias acompanham a navegação.

Muitas das espécies que habitam estas latitudes só podem ser observadas nesta parte do mundo: colônias de pinguins-rei, pinguins-papua e pinguins-de-barbicha, juntamente com aves marinhas e mamíferos adaptados a um ambiente extremo.

Essa proximidade gera uma emoção pouco frequente: a de compreender que aqui a presença humana é apenas mais uma parte da paisagem.

A Passagem de Drake — as águas entre o Cabo Horn e a Península Antártica — é navegada em mar aberto, sem terra à vista por dias.

O movimento do barco, o horizonte de água até a borda, o silêncio da distância. Para alguns é o começo da experiência. Para todos, é o início do desprendimento.

Um continente que deixa uma marca difícil de apagar.

A TRAVESSIA

Duas portas de entrada para o continente branco

À Antártida chega-se de barco a partir de Ushuaia ou Punta Arenas, ou voando desde Punta Arenas.

De barco
Os embarques partem principalmente de Ushuaia, na Argentina, ou de Punta Arenas, no Chile.

De Ushuaia, a travessia cruza o Canal Beagle e adentra a Passagem de Drake, cerca de 1.000 km de oceano aberto que separam o extremo sul da América do Sul das Ilhas Shetland do Sul.

Uma travessia de 36 a 48 horas que já faz parte da experiência: baleias, albatrozes e petréis costumam escoltar o barco durante esta primeira etapa.

Volando
De Punta Arenas, um voo direto para a Antártida permite embarcar no destino e maximizar os dias no continente.

A transição
Fiordes, canais austrais, montanhas nevadas e horizontes infinitos acompanham os primeiros dias de viagem, marcando uma transição gradual para um mundo dominado pelo gelo e pelo oceano.


O registro muda antes que o continente apareça.

O QUE SE PODE VIVER AQUI

Cada dia na Antártida é diferente
Isso faz parte do design

— Navegação entre icebergs

Os icebergs antárticos têm formas e tamanhos variáveis, alguns de dimensões notáveis. Navegar entre eles a velocidade lenta, com silêncio a bordo, é uma experiência de escala sem equivalente.

— Desembarques em terra

Os desembarcos são feitos em bote zodiac, em direção a um continente sem estradas nem sinais, apenas os restos de uma estação baleireira abandonada há um século.

— Caminhada no gelo

Caminhada sobre a superfície glacial, com crampons e guia de montanha. Cada passo sobre o gelo azul de milhares de anos produz uma consciência física do tempo própria deste lugar.

— Caiaque em águas antárticas

 O silêncio é absoluto, interrompido apenas pelo estalido de um iceberg ou pelo sopro de uma baleia à distância. Ao nível da água, a escala do continente branco é percebida de outra forma.

— Salto na água antártica

Saltar para as águas congelantes que cercam a Antártida é um instante breve de temperatura extrema e adrenalina. O corpo reage antes da mente: o frio apaga qualquer outro pensamento.

— Noite em terra

Passar uma noite sobre o continente branco, longe do barco, sob a luz constante do verão austral. Dormir sobre o gelo, em silêncio absoluto, transforma a imensidão da paisagem em algo íntimo e pessoal.

CONHECIMENTO

O continente, explicado por quem o estuda

Entre um desembarque e outro, a Antártida também se descobre através daqueles que a estudam. As palestras a bordo transformam cada encontro com um glaciar, uma colônia de pinguins ou uma baleia em algo mais significativo.

Não se trata apenas de observar o continente branco, mas de compreender as forças naturais que o moldam e a vida que depende dele.

Antártida

O último grande território selvagem do planeta

Remota, imensa e extraordinária, recompensa quem chega até ela com experiências que poucos vivem e que ninguém esquece.

Vamos coordenar a travessia. A Antártida começa com a conversa certa.

ANTÁRTIDA · ARGENTINA

O destino que mais nos exige
E o que mais lembramos

A Antártida é para quem entende que certos momentos acontecem apenas uma vez.